Após enviar seu MacBook Pro M1 Pro de 14 polegadas para o conserto na Genius Bar devido a uma falha na porta USB-C nesta semana, um criador de conteúdo precisou usar o novo MacBook Neo de entrada como sua máquina principal para editar vídeos em 4K e escrever artigos. O incidente com o conector ocorreu semanas após um derramamento acidental de água, criando o cenário ideal para testar os limites do computador mais acessível da Apple em uma rotina profissional intensa.

O MacBook Neo possui tela menor e bordas mais espessas que o MacBook Pro.
Aryan Surendranath/CNET
Primeiras impressões: as diferenças gritantes no hardware

O MacBook Neo possui portas apenas no lado esquerdo do seu corpo de alumínio.
Aryan Surendranath/CNET
A transição de sistema foi simples e rápida graças ao uso de um backup do Time Machine. Como o MacBook Neo executa exatamente a mesma versão do macOS presente nos outros computadores da marca, a usabilidade do software foi imediata. No entanto, o contraste físico entre os dois dispositivos ficou evidente logo no primeiro uso.
A mudança da tela mini-LED de 14,1 polegadas para um painel LCD de 13 polegadas trouxe reduções perceptíveis no brilho e no contraste. Além disso, houve um downgrade direto nas especificações técnicas e conexões disponíveis: a memória RAM caiu de 16 GB para 8 GB, e portas essenciais no modelo Pro sumiram, como o carregador MagSafe, o leitor de cartão SD, a saída HDMI e as portas USB-C no lado direito.
A versão utilizada no teste foi a de 512 GB de armazenamento, o que garantiu espaço suficiente e manteve a presença do leitor biométrico Touch ID — recurso ausente na configuração base de 256 GB. O teclado manteve o padrão de digitação confortável das linhas superiores, mas pecou pela ausência de um sistema de retroiluminação.
Desempenho no trabalho real com edição de vídeo e multitarefa

O toque de cor do MacBook Neo torna o uso diário mais divertido.
Aryan Surendranath/CNET
A rotina de testes envolveu a criação de conteúdo para Instagram e YouTube, além da redação de textos como freelancer. O fluxo diário exigiu a edição de vlogs curtos no Adobe Premiere Pro, pesquisas simultâneas nos navegadores Safari e Chrome, escrita no Notion e gerenciamento de arquivos com ferramentas do Google Workspace e o Finder.
Em uma semana inteira de uso contínuo, o MacBook Neo travou temporariamente apenas uma única vez. O travamento ocorreu ao importar cerca de 50 clipes de vídeo em resolução 4K gravados com iPhone para uma linha do tempo no Premiere Pro, aplicando efeitos visuais enquanto mantinha entre 20 e 25 abas abertas no navegador. O MacBook Pro M1 Pro executa essa mesma carga de trabalho sem qualquer queda de quadros ou travamentos.
Apesar da necessidade de ajustar o ritmo de trabalho, o modelo de entrada funcionou como um substituto funcional. O tempo de renderização e exportação de vídeos foi maior se comparado ao modelo mais caro, mas, com o fluxo moderado, não foram registrados novos travamentos ou encerramentos inesperados de programas.
Os principais pontos fracos e limitações do dispositivo

O MacBook Neo deveria ter sido lançado com teclas retroiluminadas.
Aryan Surendranath/CNET
A ausência de retroiluminação no teclado foi a falha mais incômoda no uso diário, especialmente em ambientes com pouca luz. O tamanho do painel de 13 polegadas também trouxe limitações para edições de precisão na linha do tempo dos vídeos, exigindo mais esforço visual quando comparado à área útil da tela de 14 polegadas.

A tela de 13 polegadas do MacBook Neo tem bordas consideráveis, dando um aspecto um pouco datado.
Aryan Surendranath/CNET
A velocidade de recarga da bateria revelou-se outro gargalo. Embora a autonomia de carga seja suficiente para trabalhar por horas em cafeterias ou fora da tomada, a recarga completa exige um tempo considerável. Utilizando um carregador de 45 Watts, o tempo na tomada superou 1,5 hora. Com o adaptador de 20 Watts fornecido pela Apple na caixa, o processo completo leva cerca de 2,5 horas.
Quanto à conectividade, ter apenas duas portas USB-C do mesmo lado demandou organização. A solução adotada foi reservar a porta mais lenta para o cabo de energia e conectar um SSD externo diretamente na porta mais rápida durante o processo de edição dos arquivos.
Vale a pena trocar o MacBook Pro pelo Neo?

O DNA compartilhado entre esses MacBooks fica evidente no desempenho de ambos.
Aryan Surendranath/CNET
A experiência semanal comprovou que o MacBook Neo é uma opção equilibrada dentro do ecossistema Apple. Ele custa uma fração do valor de um MacBook Pro (comercializado na faixa de US$ 1.700 no mercado americano) e entrega o necessário para tarefas diárias de escritório e projetos de criação intermediários.
Com o retorno do MacBook Pro reparado pela assistência técnica, o MacBook Neo foi repassado para a parceira do criador, que está migrando do ecossistema Windows e utiliza softwares como Adobe Illustrator e Photoshop integrados ao iPad. Para profissionais que demandam alto desempenho em edição e telas avançadas, a linha Pro continua sendo a escolha ideal, mantendo o MacBook Neo como uma excelente porta de entrada ou máquina secundária.













Leave a Reply