O jornalista Scott Stein testou um novo agente de vídeo interativo com inteligência artificial hiper-realista no estande do Google Beam durante o evento Google I/O nesta semana, nos Estados Unidos, com o objetivo de demonstrar a evolução das interações virtuais e do atendimento remoto.

O Google Beam recebeu um agente experimental de vídeo com IA. Na tela, uma representação gerada por IA do cinegrafista e do repórter na sala.
Scott Stein/CNET
Uma conversa virtual que pareceu surpreendentemente real
Em uma cabine climatizada instalada na área externa de demonstrações da conferência, a interação ocorreu com uma figura sorridente que não estava presente fisicamente — e que sequer era uma pessoa de verdade. A estrutura utilizada era um protótipo do Google Beam, um dispositivo de telepresença equipado com tela grande e múltiplas câmeras.
Durante o diálogo olho no olho, a experiência se revelou extremamente natural. Diferente das demonstrações anteriores da tecnologia, quando ela ainda era chamada de Project Starline e conectava pessoas reais em 3D holográfico sem necessidade de óculos, este novo teste apresentou uma abordagem diferente. Embora a demonstração atual tenha sido em 2D, o sistema possui capacidade para adotar renderização em 3D no futuro.
Demonstração de um agente de vídeo de IA hiper-realista no Google Beam durante o Google I/O. O sistema gerou imagens de IA personalizadas durante a conversa.
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A evolução do Project Starline para o Google Beam
O Google planeja uma implantação em maior escala do Beam ainda este ano. Trata-se de uma tecnologia de videochamada colaborativa voltada para empresas, desenvolvida em parceria com a HP. A proposta central do Beam é conectar duas pessoas remotamente como se estivessem sentadas à mesma mesa. No entanto, o formato exige que ambas as pontas tenham a estrutura do Beam instalada. O próximo passo da empresa é adaptar o sistema para integrar usuários vindos de outros dispositivos ou operar em cenários onde não há outra pessoa do outro lado da linha.
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Recursos avançados do agente de IA no Google Beam
O agente de vídeo personalizado com inteligência artificial, construído com modelos internos que o Google não detalhou, apresentou um nível de realismo impressionante. Semelhante a uma deepfake de alta precisão, o agente com aparência feminina não tinha um nome específico, mas sorria, gesticulava e mantinha um diálogo casual.
A função primária do agente era auxiliar e conversar, assim como o Gemini ou outros chatbots de IA. Durante o teste, o usuário solicitou que o sistema gerasse uma imagem sua fazendo truques de mágica em um jogo do New York Jets, comando que foi atendido prontamente. Além disso, o avatar notou bananas de brinquedo sobre a mesa, elogiou a mochila do cinegrafista e exibiu recomendações de rotas no mapa durante uma demonstração guiada por um funcionário do Google, gesticulando em direção aos mapas e imagens ao lado da tela.

Imagem gerada pela IA mostrando o repórter fazendo mágica em um jogo do New York Jets.
Scott Stein/CNET
Desafios de mercado e o futuro da presença remota
Apesar do impacto visual, resta saber se o mercado realmente demanda o Beam. A maioria dos usuários já utiliza recursos de telepresença por meio de chamadas de vídeo em smartphones, óculos de realidade virtual ou dispositivos de realidade aumentada. Recentemente, a Microsoft decidiu recuar na intenção de evoluir o realismo de sua telepresença no Teams, abandonando o modo Together. A dúvida é se o Google Beam conseguirá convencer empresas e instituições sobre a necessidade de uma sensação de presença física ampliada e se assistentes virtuais em vídeo serão úteis ou constrangedores.
Substituição de trabalhadores e novos cenários de uso
De acordo com Andrew Nartker, gerente geral do Google Beam, a demonstração atual é tratada estritamente como um experimento. Contudo, o executivo pondera que a tecnologia tem potencial para ser implantada tanto em ambientes corporativos quanto em locais públicos na forma de quiosques interativos.
No setor de entretenimento e turismo, a novidade abre possibilidades para parques temáticos — como recepções interativas com personagens em 3D em áreas como Star Wars Galaxy’s Edge, na Disney — ou atendimento personalizado em hotéis. Por outro lado, a tecnologia surge como uma alternativa avançada para substituir recepcionistas, concierges e atendentes humanos em diversos setores do comércio e serviços, expandindo o conceito já aplicado em guichês de drive-thru automatizados por inteligência artificial.













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