Windows 11 pode ficar até 70% mais rápido em breve

A phone with a black screen and light blue Windows 11 logo is in the foreground. A light blue room with a white Windows logo is in the background.

Enquanto enfrenta dificuldades com a baixa taxa de adesão do Windows 11, a Microsoft testa um novo recurso para acelerar a inicialização de aplicativos no sistema operacional.

Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket/Getty Images

A Microsoft está desenvolvendo uma atualização para o Windows 11 focada em acelerar drasticamente o tempo de inicialização de aplicativos e tarefas do sistema operacional, buscando resolver problemas de fluidez e incentivar a migração de usuários antigos. Segundo um relatório divulgado pelo Windows Central, a novidade foi batizada internamente de Low Latency Profile (Perfil de Baixa Latência) e tem entregado até 40% mais rapidez no carregamento de softwares e 70% de ganho de velocidade na abertura de elementos da interface.

Como funciona o modo de alta performance do Windows 11?

O ganho de desempenho é obtido ao elevar a frequência do processador (CPU) ao seu nível máximo em pequenos disparos temporários. Essa aceleração pontual permite que o hardware execute o maior número possível de operações por segundo exatamente no momento em que o usuário solicita uma ação.

De acordo com os testadores do programa Windows Insider que já experimentam a novidade, cada impulso na CPU dura entre um e três segundos. O processo é ativado automaticamente no instante em que um aplicativo é aberto ou quando um elemento visual do sistema é requisitado.

Quais softwares e recursos serão acelerados?

A otimização beneficia diretamente aplicativos nativos da Microsoft, como o navegador Edge e o gerenciador de e-mails Outlook, além de menus flutuantes da interface, incluindo o Menu Iniciar. O recurso também se aplica a softwares de terceiros classificados como “tarefas de alta prioridade”, embora a empresa ainda não tenha especificado a lista completa de programas compatíveis.

Projeto Windows K2: a estratégia para alavancar a adesão

O avanço faz parte do chamado projeto Windows K2 da Microsoft, uma iniciativa estruturada para otimizar o desempenho geral do Windows 11 e tornar o sistema operacional consideravelmente mais responsivo. A empresa busca tornar a plataforma mais atraente, já que a versão atual enfrenta resistência por parte do público.

Embora o suporte oficial ao Windows 10 tenha sido encerrado em outubro de 2025, cerca de 1 bilhão de computadores ainda executavam a versão antiga ao final daquele ano — uma fatia correspondente a quase 43% de todos os PCs com Windows no mundo. O cenário evoluiu gradualmente, mas até abril de 2026, apenas 70% dos computadores do ecossistema rodavam a versão mais recente do sistema.

Essa lentidão na migração gera alertas de segurança crítica, uma vez que vulnerabilidades descobertas no Windows 10 deixarão de receber correções assim que o programa de Atualizações de Segurança Estendidas for finalizado. A migração para o Windows 11 — ou a transição para sistemas concorrentes — permanece como a principal recomendação para manter os dispositivos protegidos.

Impacto imperceptível na bateria e na temperatura

Aos usuários integrados ao Programa Windows Insider, o Low Latency Profile funciona de forma totalmente invisível e automatizada, sem opções manuais de ativação ou desativação. A tecnologia entra em ação apenas ao detectar o início de tarefas prioritárias.

Apesar de exigir força máxima do processador, fontes ligadas ao Windows Central garantem que o impacto no consumo de bateria e no aquecimento do computador é mínimo, justamente porque o pico de processamento dura apenas breves segundos. Procurada para comentar a novidade, a Microsoft não enviou resposta até o momento.

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